Título original: What Is Living and What Is Dead in Indian Philosophy
Autor: Debiprasad Chattopadhyaya (1918–1993)
Ano da primeira edição: 1976
Editora da primeira edição: People's Publishing House
Local da primeira edição: Nova Deli, Índia
Idioma original: Inglês
Existe edição em língua portuguesa? Não
Em What Is Living and What Is Dead in Indian Philosophy, Debiprasad Chattopadhyaya propõe uma reavaliação crítica da tradição filosófica indiana, procurando distinguir os elementos que permanecem relevantes para o pensamento contemporâneo daqueles que considera historicamente ultrapassados. Através da análise das principais escolas filosóficas da Índia — incluindo o Vedānta, Sāṃkhya, Nyāya, Vaiśeṣika, Mīmāṃsā, Budismo, Jainismo e Cārvāka — o autor argumenta que a filosofia indiana sempre foi marcada por um intenso debate entre tendências idealistas e correntes mais empiristas ou materialistas. Em vez de apresentar a filosofia indiana como uma tradição exclusivamente espiritual ou religiosa, Chattopadhyaya evidencia a diversidade das suas posições e o papel desempenhado pelas condições sociais e históricas na evolução das diferentes escolas.
Esta obra representa uma das mais influentes interpretações modernas da história da filosofia indiana. Chattopadhyaya procurou romper com leituras que apresentavam a filosofia da Índia como uma tradição homogénea centrada apenas na espiritualidade, demonstrando a existência de correntes racionalistas, empiristas e materialistas frequentemente negligenciadas. O livro contribuiu para renovar o estudo da filosofia indiana ao destacar a importância do contexto histórico e social na formação das diferentes escolas. Embora algumas das suas interpretações sejam hoje objeto de debate, a obra continua a desempenhar um papel central na historiografia filosófica do século XX.
Elevado. Embora o Yoga não constitua o tema principal da obra, o livro fornece um enquadramento filosófico essencial para compreender a evolução das diferentes correntes de pensamento que influenciaram o desenvolvimento das tradições ióguicas. A análise crítica do Sāṃkhya, do Vedānta, do Budismo, do Jainismo e de outras escolas permite contextualizar muitos dos conceitos presentes nos Yoga Sūtra, no Haṭha Yoga e nas tradições filosóficas posteriores. A obra é particularmente útil para estudantes que pretendam compreender o Yoga no contexto mais amplo da história da filosofia indiana e dos seus debates intelectuais.
O título da obra inspira-se deliberadamente na célebre expressão utilizada por Friedrich Engels em Ludwig Feuerbach and the End of Classical German Philosophy, refletindo a intenção de Chattopadhyaya de identificar os elementos da tradição filosófica indiana que considera intelectualmente fecundos para o presente. O livro sintetiza muitas das investigações desenvolvidas pelo autor ao longo de décadas sobre materialismo, história da ciência e filosofia indiana, tornando-se uma das suas obras mais influentes.
What Is Living and What Is Dead in Indian Philosophy permanece uma referência fundamental para o estudo moderno da filosofia indiana. A sua principal contribuição consiste em propor uma leitura histórica e crítica das diferentes escolas filosóficas, contrariando interpretações excessivamente homogéneas da tradição intelectual da Índia. A abordagem materialista adotada por Chattopadhyaya influenciou profundamente os estudos filosóficos indianos da segunda metade do século XX, embora várias das suas conclusões tenham sido posteriormente discutidas por especialistas que defendem interpretações menos dependentes do materialismo histórico. Apesar dessas divergências, a obra continua a ser leitura recomendada para investigadores interessados na história da filosofia indiana, na evolução das escolas clássicas e no enquadramento intelectual em que se desenvolveram muitas das tradições do Yoga.
Inglês — idioma original