
Paulo Borges é um filósofo, ensaísta e académico português conhecido pelo trabalho desenvolvido nas áreas da filosofia portuguesa, espiritualidade comparada, pensamento oriental e estudos da consciência. Embora a sua investigação não seja centrada especificamente no Yoga enquanto tradição histórica ou prática postural, o seu trabalho tornou-se relevante no contexto português para estudantes interessados em espiritualidade, não-dualidade, meditação e diálogo intercultural entre Oriente e Ocidente.
Professor na Universidade de Lisboa, Paulo Borges desenvolveu investigação interdisciplinar que combina filosofia, mística, religiões comparadas e tradição contemplativa. Ao longo da sua carreira esteve particularmente ligado ao estudo do pensamento português, do saudosismo e das relações entre filosofia, experiência espiritual e transformação interior.
Entre os principais temas do seu trabalho destacam-se:
- filosofia portuguesa;
- espiritualidade comparada;
- religiões orientais;
- budismo;
- não-dualidade;
- consciência e contemplação;
- diálogo entre Oriente e Ocidente.
Paulo Borges é também conhecido como fundador da União Budista Portuguesa, tendo desempenhado um papel importante na divulgação do Budismo e da reflexão contemplativa em Portugal. Grande parte da sua atividade intelectual procura aproximar tradições filosóficas e espirituais distintas, explorando pontos de contacto entre pensamento ocidental, tradições indianas, budismo e mística universal.
Embora não seja um académico especializado em Estudos do Yoga no sentido técnico e filológico associado a investigadores como James Mallinson ou Mark Singleton, Paulo Borges aborda frequentemente temas relacionados com meditação, consciência, transcendência do ego e experiência contemplativa, assuntos que dialogam com várias tradições yogícas e filosóficas indianas.
Os seus livros e conferências procuram frequentemente questionar modelos excessivamente materialistas da modernidade contemporânea, defendendo a importância da contemplação, do silêncio e da transformação interior. Nesse sentido, o seu trabalho aproxima-se mais da filosofia espiritual e da reflexão existencial do que da investigação histórica ou filológica sobre Yoga.
Ao longo da sua carreira publicou numerosas obras sobre filosofia, espiritualidade e pensamento comparado, tornando-se uma das vozes portuguesas mais conhecidas na área do diálogo entre filosofia ocidental e tradições contemplativas asiáticas.
No contexto de uma biblioteca ou secção dedicada aos estudos do Yoga, Paulo Borges pode ser entendido não como especialista em Yoga histórico ou académico, mas como um importante pensador português ligado à reflexão contemporânea sobre espiritualidade, consciência e tradições contemplativas.
BIBLIOGRAFIA





ARTIGOS ACADÉMICOS
- Redescobrir a saúde que nunca se perdeu (2018)
- A Vida como Sonho. Reler o Livro do Desassossego à luz do “sonho lúcido” e do “yoga do sonho” (2018)
- Deus existe, com efeito, para si próprio; mas Deus está enganado”: A ilusao de Deus em Fernando Pessoa (2018)
- Saudade da Origem, Yoga e Libertação em Mircea Eliade (2014)
- Da unidade à vacuidade e interdependência de todos os seres no pensamento hindu e budista (2014)
- Para um diálogo e uma espiritualidade inter e trans-religiosos uma reflexão a partir de Agostinho da Silva e de Sua Santidade o XIV Dalai Lama (2013)
- A ética do respeito integral por todas as formas de vida segundo o Dharma do Buda (2013)
- A ética na via do Buda (2012)
- Se vires o Buda, mata-o” ensaio sobe a essência do budismo (2008)
- Meditação, a Liberdade Silenciosa. Da mindfulness ao despertar da consciência
- Experiência Sexual e Iluminação na Tradição Tântrica. (2003)
- Thich Nhat Hanh o entre-ser e o budismo comprometido
- Nietzsche e o budismo: ilusão, morte de Deus, morte de Buda, vazio e vacuidade
- Fernando Pessoa e a saudade “do que nunca houve”
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