Título original: La Mahārthamañjarī de Maheśvarānanda
Autor: Maheśvarānanda
Traduzido por: <a class="samsara-academico-link" href="https://samsarayogaonline.com/academico/lilian-silburn/">Lilian Silburn</a>
Ano da primeira edição: 1968
Editora da primeira edição: Éditions E. de Boccard
Local da primeira edição: Paris, França
Idioma original: Sânscrito/Francês
Existe edição em língua portuguesa? Não
La Mahārthamañjarī de Maheśvarānanda apresenta e traduz uma das obras importantes da tradição Krama, corrente tântrica não dual relacionada historicamente com o Śaivismo da Caxemira. Silburn acompanha o texto principal com excertos do Parimala, comentário composto pelo próprio Maheśvarānanda, permitindo compreender a doutrina para além da forma concisa dos versos.
A obra desenvolve uma visão não dual da realidade em que a consciência constitui o fundamento de toda a manifestação. A experiência comum do mundo não é necessariamente algo a rejeitar; pode tornar-se o próprio campo no qual se reconhece a natureza absoluta da consciência.
A tradição Krama concede particular importância à sucessão dos estados cognitivos, à manifestação e reabsorção da experiência e ao reconhecimento da consciência através do próprio movimento da percepção.
A Mahārthamañjarī é especialmente importante porque documenta uma fase tardia da transmissão da tradição Krama e mostra a sua expansão para além da Caxemira. Maheśvarānanda está associado à continuidade meridional desta tradição e a obra constitui uma das fontes relevantes para compreender aquilo que também é designado Mahārtha-Krama.
O texto ajuda ainda a perceber que a não dualidade śaiva não implica necessariamente afastamento da experiência sensorial. Pelo contrário, percepção, conhecimento e consciência podem tornar-se meios através dos quais a realidade absoluta é reconhecida.
A obra é particularmente importante quando lida juntamente com Hymnes aux Kālī, porque ambas permitem reconstruir diferentes dimensões da tradição Krama estudada por Silburn.
O interesse desta obra para os Estudos do Yoga é muito elevado porque apresenta uma forma de prática contemplativa tântrica em que a libertação não depende apenas da suspensão da experiência, mas do reconhecimento da consciência no próprio processo de percepção. A Mahārthamañjarī permite compreender como a tradição Krama interpreta a sucessão dos estados cognitivos, a manifestação e dissolução da experiência e a relação entre Śakti e consciência, oferecendo uma perspetiva muito diferente das formas posturais ou dualistas através das quais o Yoga é frequentemente apresentado. A obra é particularmente útil para estudar não dualidade, Krama, Mahārtha, Śakti, percepção, reconhecimento e libertação, mostrando como filosofia e prática yóguica se articulam numa das tradições mais sofisticadas do Śaivismo tântrico.
A Mahārthamañjarī já tinha sido publicada em sânscrito com o Parimala no início do século XX, nomeadamente na Kashmir Series of Texts and Studies, em 1918, e na Trivandrum Sanskrit Series, em 1919. A versão de Silburn de 1968 é uma tradução francesa acompanhada de exposição e seleção de passagens do comentário.
O título Mahārthamañjarī pode ser traduzido aproximadamente como “Guirlanda do Grande Sentido” ou “Ramificação/Florescência do Grande Ensinamento”, sendo mahārtha um termo ligado à “grande realidade” ou “grande significado” da tradição Krama.
A obra é também conhecida no contexto do chamado Mahārtha-Krama, designação utilizada para a forma da tradição Krama representada por Maheśvarānanda.
O interesse desta obra para os Estudos do Yoga é muito elevado porque apresenta uma forma de prática contemplativa tântrica em que a libertação não depende apenas da suspensão da experiência, mas do reconhecimento da consciência no próprio processo de percepção. A Mahārthamañjarī permite compreender como a tradição Krama interpreta a sucessão dos estados cognitivos, a manifestação e dissolução da experiência e a relação entre Śakti e consciência, oferecendo uma perspetiva muito diferente das formas posturais ou dualistas através das quais o Yoga é frequentemente apresentado. A obra é particularmente útil para estudar não dualidade, Krama, Mahārtha, Śakti, percepção, reconhecimento e libertação, mostrando como filosofia e prática yóguica se articulam numa das tradições mais sofisticadas do Śaivismo tântrico.
Francês
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