The Six Systems of Indian Philosophy

The Six Systems of Indian Philosophy

Título original: The Six Systems of Indian Philosophy

Autor: F. <a class="samsara-academico-link" href="https://samsarayogaonline.com/academico/max-muller/">Max Müller</a>

Ano da primeira edição: 1899

Editora da primeira edição: Longmans, Green and Co.

Local da primeira edição: London / New York

Idioma original: Inglês

Existe edição em língua portuguesa? Não

Resumo

The Six Systems of Indian Philosophy apresenta os seis grandes sistemas filosóficos que Max Müller identifica dentro da tradição bramânica: Vedānta ou Uttara-Mīmāṃsā, Pūrva-Mīmāṃsā, Sāṃkhya, Yoga, Nyāya e Vaiśeṣika. O índice da primeira edição confirma capítulos específicos dedicados a estes sistemas, antecedidos por uma introdução sobre os Vedas e sobre a própria organização da filosofia indiana.

Müller procura compreender não apenas as doutrinas de cada darśana, mas também as relações entre eles. Examina problemas como conhecimento, realidade, causalidade, alma, matéria, libertação e autoridade védica, procurando mostrar que os sistemas filosóficos indianos representam uma longa história de debate intelectual e não uma única filosofia homogénea.

A obra atribui especial importância ao Vedānta, mas dedica também uma secção própria à Yoga-philosophy, colocando o Yoga em relação direta com o Sāṃkhya e discutindo a estrutura filosófica que sustenta o caminho de libertação.

Porque é importante

A importância do livro reside no facto de constituir uma das primeiras tentativas amplamente divulgadas em inglês de apresentar conjuntamente os seis darśanas clássicos da filosofia indiana.

Müller procura mostrar ao público europeu que a Índia possui tradições sistemáticas de lógica, metafísica, epistemologia e filosofia da libertação comparáveis, em complexidade intelectual, às escolas filosóficas europeias.

A obra teve também importância histórica na consolidação da própria categoria dos “six systems of Indian philosophy” no ensino ocidental. Embora a classificação dos ṣaḍdarśana já existisse na Índia, a sua apresentação como estrutura principal da “filosofia indiana” foi reforçada por obras orientalistas como esta e tornou-se posteriormente muito comum em manuais académicos.

Interesse para o estudo do Yoga

O interesse desta obra para os Estudos do Yoga é elevado porque inclui uma das primeiras exposições sistemáticas em inglês da filosofia do Yoga dentro do quadro comparativo dos darśanas indianos. Müller permite observar como o Yoga era interpretado pela indologia europeia no final do século XIX, sobretudo através da sua relação com o Sāṃkhya, com a teoria do puruṣa e da prakṛti, com a libertação e com a disciplina mental. A obra é particularmente útil para compreender a história académica da receção do Yoga antes da expansão internacional do Yoga postural no século XX, mostrando uma época em que “Yoga” era apresentado predominantemente como sistema filosófico e caminho de libertação, e não como prática corporal. Para os Estudos do Yoga, o livro é assim relevante tanto pelo conteúdo dedicado ao Yoga clássico como pela sua influência na construção moderna da imagem ocidental dos seis darśanas da filosofia indiana.

Curiosidade bibliográfica

Max Müller publicou esta obra em 1899, apenas cerca de um ano antes da sua morte, em 1900. No prefácio, explica que o livro resulta de notas acumuladas ao longo de muitos anos e recorda que já em 1852 tinha publicado os seus primeiros trabalhos sobre filosofia indiana.

A obra teve várias reimpressões. Uma nova edição foi integrada nas Collected Works of F. Max Müller em 1903 e houve novas impressões em 1912, 1916 e 1919.

Outra característica interessante é a organização do índice: Müller começa pelos Vedas antes de entrar nos seis sistemas, refletindo a sua convicção de que a história da filosofia indiana deveria ser compreendida em relação com o desenvolvimento anterior do pensamento védico.

Nota académica

The Six Systems of Indian Philosophy é uma fonte importante para compreender tanto a receção europeia da filosofia indiana no final do século XIX como a forma como os darśanas começaram a ser sistematizados para públicos ocidentais. Müller trabalha diretamente com fontes sânscritas e com a tradição filológica disponível no seu tempo, mas a sua apresentação privilegia frequentemente uma leitura sistemática e comparativa que pode sugerir fronteiras mais rígidas entre as escolas do que aquelas observáveis historicamente. A investigação posterior aprofundou significativamente as cronologias, divergências internas e relações entre Sāṃkhya, Yoga, Mīmāṃsā, Vedānta, Nyāya e Vaiśeṣika. A obra continua, contudo, a possuir grande valor historiográfico e permite compreender como a categoria de “filosofia indiana” foi estruturada na academia europeia moderna.

Disponibilidade

Edições disponíveis

Inglês — idioma original

Saṃsāra – Centro de Estudos de Yoga