Advaita Vedānta — अद्वैत वेदान्त — advaita vedanta, advaita-vedanta
Tradução literal: Vedānta não-dualista; Vedānta da não-dualidade.
Definição
Advaita Vedānta é uma das mais influentes escolas da filosofia indiana e uma das principais correntes do Vedānta. O termo combina:
-
- a — não.
- dvaita — dualidade.
- vedānta — culminação dos Vedas ou fim dos Vedas.
Advaita significa, portanto, “não-dualidade“. Segundo esta escola, a realidade última é Brahman, absoluto, eterno e indivisível. A multiplicidade do mundo e a aparente separação entre os seres resultam da ignorância (Avidyā) da verdadeira natureza da realidade. A libertação (Mokṣa) consiste no reconhecimento direto da identidade entre Ātman, o eu profundo, e Brahman.
Referências textuais
Uma das fórmulas mais conhecidas do Advaita encontra-se na Chāndogya Upaniṣad:
तत्त्वमसि
tat tvam asi
“Tu és Isso.”
(Chāndogya Upaniṣad VI.8.7)
Esta afirmação tornou-se uma das expressões clássicas da não-dualidade entre o indivíduo e a realidade absoluta.
Notas académicas
Embora as suas raízes se encontrem nas Upaniṣads, o Advaita Vedānta foi sistematizado sobretudo por Śaṅkarācārya, tradicionalmente datado dos séculos VIII–IX.
A escola sustenta que:
-
- Brahman é a única realidade última.
- Ātman e Brahman são idênticos.
- A ignorância (Avidyā) gera a experiência da separação.
- A libertação resulta do conhecimento (Jñāna).
O Advaita tornou-se uma das correntes filosóficas mais influentes da Índia e exerceu profunda influência sobre interpretações modernas do Yoga, do Vedānta e da espiritualidade hindu. A investigação académica observa que existem diferentes interpretações do Advaita ao longo da história e que alguns dos seus conceitos centrais continuam a ser objeto de debate entre estudiosos e tradições religiosas.
Ver também: Vedānta · Brahman · Ātman · Mokṣa · Avidyā · Jñāna · Dvaita Vedānta