The Emperor of the Sorcerers

The Emperor of the Sorcerers

Título original: The Emperor of the Sorcerers

Subtítulo: Volumes I & II – Clay Sanskrit Library

Autor: Budhasvāmin (c. século VIII–IX)

Traduzido por: James Mallinson (1970–)

Ano da primeira edição: 2005

Editora da primeira edição: New York University Press, em coedição com a JJC Foundation, para a coleção Clay Sanskrit Library.

Local da primeira edição: Nova Iorque, Estados Unidos.

Idioma original: Sânscrito, com tradução bilingue para inglês.

Existe edição em língua portuguesa? Não

Resumo

Publicada em dois volumes em 2005, esta edição apresenta uma tradução bilingue do Bṛhatkathāślokasaṃgraha, uma das mais antigas versões preservadas da lendária Bṛhatkathā, uma das grandes epopeias narrativas da literatura indiana.

A narrativa acompanha as aventuras do príncipe Naravāhanadatta, destinado a tornar-se imperador dos vidyādhara, seres sobrenaturais frequentemente traduzidos como “feiticeiros”, “detentores de poderes mágicos” ou “seres dotados de conhecimento sobrenatural”. Ao longo da obra, o protagonista atravessa reinos terrestres e celestiais, enfrenta adversários poderosos, casa com diversas princesas e seres sobrenaturais e participa em inúmeras aventuras repletas de magia, humor, romance e intriga política.

Muito para além de uma narrativa fantástica, a obra constitui um precioso testemunho da sociedade, religião, mitologia e cultura da Índia clássica, preservando referências a práticas ascéticas, rituais, crenças religiosas e conceções cosmológicas que influenciaram igualmente o desenvolvimento das tradições yóguicas.

Porque é importante

The Emperor of the Sorcerers constitui uma das mais importantes traduções modernas da literatura narrativa sânscrita. A edição de James Mallinson permite o acesso direto a um texto que, durante séculos, permaneceu praticamente inacessível aos leitores ocidentais.

A obra assume especial importância porque preserva uma versão antiga da tradição da Bṛhatkathā, cuja versão original se perdeu. Além do seu valor literário, fornece abundante informação sobre a cultura, religião, imaginário e organização social da Índia medieval, constituindo uma fonte valiosa para historiadores, indólogos e estudiosos das religiões indianas.

Interesse para o estudo do Yoga

Embora não seja um tratado de Yoga, esta obra possui grande interesse para o estudo do contexto histórico e cultural em que muitas tradições yóguicas se desenvolveram. As descrições de ascetas, yoguis, práticas de austeridade (tapas), poderes extraordinários (siddhi), seres sobrenaturais e conceções cosmológicas ajudam a compreender o universo religioso da Índia medieval, frequentemente partilhado por textos tântricos e hathayóguicos. A leitura deste livro permite perceber como muitos conceitos associados ao Yoga circulavam igualmente na literatura narrativa, oferecendo uma perspetiva complementar às fontes técnicas e filosóficas.

Curiosidade bibliográfica

Esta tradução integra a prestigiada coleção Clay Sanskrit Library, inspirada na Loeb Classical Library. Cada página apresenta o texto original em sânscrito numa página e a tradução inglesa na página oposta, permitindo ao leitor acompanhar simultaneamente ambas as versões. A coleção foi criada para tornar acessíveis alguns dos maiores clássicos da literatura sânscrita segundo elevados padrões filológicos.

Nota académica

Do ponto de vista académico, The Emperor of the Sorcerers representa uma tradução de referência do Bṛhatkathāślokasaṃgraha de Budhasvāmin. James Mallinson baseia a sua edição nos manuscritos disponíveis e segue os critérios filológicos estabelecidos pela Clay Sanskrit Library, oferecendo um texto bilingue acompanhado de notas explicativas e introdução crítica. Embora a obra pertença ao domínio da literatura narrativa e não da literatura técnica sobre Yoga, constitui uma fonte histórica de grande importância para compreender o imaginário religioso, a figura dos ascetas, a circulação de conceitos como siddhi, tapas e conhecimento esotérico, bem como o ambiente cultural da Índia medieval. Por essa razão, é frequentemente utilizada por indólogos e historiadores como complemento ao estudo das fontes filosóficas e yóguicas, permitindo enquadrar o Yoga no contexto mais amplo da civilização indiana clássica.

Disponibilidade

Edições disponíveis