Indian Idealism

Indian Idealism

Título original: Indian Idealism

Autor: Surendranath Dasgupta

Ano da primeira edição: 1933

Editora da primeira edição: Cambridge University Press

Local da primeira edição: Cambridge, Reino Unido

Idioma original: Inglês

Existe edição em língua portuguesa? Não

Resumo

Indian Idealism investiga o desenvolvimento de diferentes conceções idealistas na filosofia indiana. Dasgupta começa pelas origens da filosofia indiana e pela passagem gradual do universo ritual védico para a especulação filosófica das Upaniṣads. O primeiro capítulo, significativamente intitulado “Os Primórdios da Filosofia Indiana”, analisa precisamente esse processo de transformação. A partir dos Upaniṣads, Dasgupta procura identificar diferentes conceções sobre consciência, realidade, Brahman, Ātman e relação entre sujeito e mundo.

Posteriormente, analisa formas de idealismo desenvolvidas no budismo, comparando-as com as interpretações vedānticas de Śaṅkara e de pensadores posteriores. A questão central é perceber em que sentido cada uma destas correntes pode ser chamada “idealista”, sem assumir que todas defendem exatamente a mesma teoria da realidade.

Porque é importante

A importância de Indian Idealism está sobretudo no caráter comparativo da obra. Dasgupta não apresenta “o idealismo indiano” como uma única doutrina. Procura distinguir diferentes formas de pensamento idealista desenvolvidas nas Upaniṣads, no budismo e no Vedānta. Isto permite perceber que ideias como Brahman, Ātman, vijñāna, consciência ou aparência do mundo não possuem o mesmo significado em todas as tradições. A obra é igualmente importante porque mostra a tentativa de Dasgupta de colocar a filosofia indiana em diálogo com categorias filosóficas usadas no meio académico ocidental, neste caso a noção de “idealismo”.

Interesse para o estudo do Yoga

O interesse de Indian Idealism para os Estudos do Yoga é sobretudo filosófico e contextual. A obra não é especificamente dedicada ao Yoga, mas ajuda a compreender debates sobre consciência, realidade, sujeito, mundo, libertação e conhecimento que atravessam diferentes tradições indianas e que são relevantes para o Yoga. É especialmente útil para distinguir o dualismo do Sāṃkhya-Yoga de sistemas propriamente idealistas, como determinadas formas de pensamento budista ou de Vedānta. Essa distinção é importante porque o Yoga de Patañjali não deve ser automaticamente classificado como “idealista”: aceita uma pluralidade de puruṣas e uma prakṛti real, ao contrário de algumas filosofias que reduzem ou subordinam a realidade externa à consciência.

Curiosidade bibliográfica

A Cambridge University Press voltou a publicar a obra em 1969. Algumas descrições comerciais dizem por isso “Originalmente publicado em 1969”, o que pode gerar confusão. No entanto, a primeira edição é inequivocamente de 1933.

Nota académica

Indian Idealism deve ser lido tendo em conta que “idealismo” é uma categoria filosófica de origem europeia aplicada por Dasgupta a tradições indianas bastante diferentes entre si. A categoria pode ser útil para comparação, mas não corresponde necessariamente aos conceitos através dos quais os próprios filósofos indianos classificavam os seus sistemas. Também convém evitar confundir Advaita Vedānta, Yogācāra budista e pensamento upaniṣádico como manifestações equivalentes de uma mesma filosofia idealista. Dasgupta procura precisamente demonstrar diferenças importantes entre elas. Para os Estudos do Yoga, a obra é particularmente útil como complemento de Yoga as Philosophy and Religion, porque ajuda a situar o Sāṃkhya-Yoga dentro de um panorama filosófico mais amplo e a perceber melhor aquilo que distingue a ontologia de Patañjali das diferentes formas de não-dualismo e idealismo indianas.

Disponibilidade

Edições disponíveis

Inglês — idioma original

Saṃsāra – Centro de Estudos de Yoga