A Source Book in Indian Philosophy

A Source Book in Indian Philosophy

Título original: A Source Book in Indian Philosophy

Autor: Sarvepalli Radhakrishnan & Charles A. Moore

Ano da primeira edição: 1957

Editora da primeira edição: Princeton University Press

Local da primeira edição: Princeton, New Jersey, Estados Unidos

Idioma original: Inglês

Existe edição em língua portuguesa? Não

Resumo

A obra apresenta uma vasta seleção de textos representativos da história da filosofia indiana, organizados cronológica e sistematicamente.

A primeira parte cobre o período védico, com Vedas e Upaniṣads. Segue-se o período épico, onde aparecem Bhagavadgītā, Mahābhārata, Leis de Manu e Arthaśāstra. Depois vêm os sistemas considerados heterodoxos, como Cārvāka, Jainismo e Budismo, e os sistemas ortodoxos, entre eles Nyāya, Vaiśeṣika, Sāṃkhya, Yoga, Mīmāṃsā e Vedānta. O volume termina com pensamento indiano moderno.

A intenção dos editores é permitir que o leitor tenha contacto direto com os textos, e não apenas com descrições secundárias sobre eles.

Porque é importante

A importância desta obra reside exatamente na sua natureza de sourcebook.

Radhakrishnan e Moore não se limitam a explicar as escolas filosóficas: apresentam excertos das próprias fontes, acompanhados de breves introduções que ajudam a situá-las historicamente e doutrinalmente.

Para o estudo da filosofia indiana, isso permite comparar tradições muito diferentes dentro de um único volume: textos védicos, Budismo, Jainismo, Sāṃkhya, Yoga e Vedānta.

A obra teve também uma circulação académica muito ampla e tornou-se durante décadas um dos manuais de referência em cursos universitários de filosofia indiana.

Interesse para o estudo do Yoga

O interesse de A Source Book in Indian Philosophy para os Estudos do Yoga é excecional, sobretudo porque reúne no mesmo volume fontes fundamentais para compreender os antecedentes, o contexto e a formulação do Yoga clássico. O leitor encontra Vedas, Upaniṣads, Bhagavadgītā, Sāṃkhya, Yoga e Vedānta, podendo observar diretamente como conceitos como ātman, brahman, karma, renascimento, puruṣa, prakṛti, disciplina mental e libertação aparecem em tradições diferentes. A secção específica sobre Yoga, nas páginas 453–485, torna a obra diretamente relevante para Patañjali, mas o seu valor maior está em permitir comparar o Yoga com os sistemas que o precederam, influenciaram ou dialogaram com ele.

Curiosidade bibliográfica

Charles A. Moore, coeditor da obra, foi uma figura importante na filosofia comparada e na institucionalização dos estudos de filosofia asiática nos Estados Unidos. O prefácio do volume é assinado por ele, enquanto a obra resulta da colaboração entre Moore e Radhakrishnan.

Outra curiosidade é a grande longevidade editorial do livro. A edição original é de 1957, mas a Princeton University Press continuou a reimprimi-la durante décadas, e a edição digital moderna permanece disponível.

A paginação é, por isso, um pouco confusa: a edição original é normalmente descrita como xxix + 683 páginas, enquanto versões modernas apresentam 720 páginas. Não se trata de uma obra diferente, mas de diferenças na composição editorial.

Nota académica

A Source Book in Indian Philosophy continua a ser uma antologia extremamente útil, mas deve ser lida tendo em conta o contexto intelectual de 1957. A escolha das fontes e a forma como são organizadas refletem uma visão então dominante da filosofia indiana, baseada em categorias como “sistemas ortodoxos” e “heterodoxos” e numa apresentação relativamente sistemática dos seis darśanas. A investigação posterior introduziu maior atenção às cronologias, aos contextos históricos e às relações entre tradições que não cabem facilmente nestas classificações. Ainda assim, a obra permanece valiosa como instrumento de consulta e como documento da forma como a filosofia indiana foi ensinada internacionalmente no século XX.

Disponibilidade

Edições disponíveis

Inglês — idioma original

Saṃsāra – Centro de Estudos de Yoga