Rāja Yoga – राजयोग – raja yoga, raja iôga, raja ioga, rajaioga
Tradução literal: Yoga real; Yoga régio; Yoga soberano.
Definição – Rāja Yoga é uma expressão utilizada em diferentes períodos da história do Yoga com significados diversos. Na utilização contemporânea, o termo é frequentemente associado ao sistema apresentado nos Yoga Sūtra de Patañjali e às práticas de concentração, meditação e absorção contemplativa. A expressão tornou-se particularmente popular a partir do final do século XIX, sobretudo através da obra Raja Yoga publicada por Swami Vivekānanda em 1896.
Referências textuais – O termo aparece em vários textos medievais, incluindo algumas obras do Haṭha Yoga, embora nem sempre com o mesmo significado. Uma passagem frequentemente citada encontra-se na Haṭhapradīpikā (IV.3):
राजयोगं विना पृथ्वी राजयोगं विना निशा
rājayogaṃ vinā pṛthvī rājayogaṃ vinā niśā
A passagem integra uma secção onde se estabelece uma relação estreita entre Haṭha Yoga e Rāja Yoga. Contudo, diferentes manuscritos apresentam variantes textuais, pelo que as traduções modernas diferem consideravelmente.
“A ciência do Haṭha é ensinada apenas para a realização do Rāja Yoga.”
Notas académicas – Os investigadores destacam que a expressão “Rāja Yoga” não possui um significado único e universal ao longo da história. Em muitos contextos modernos, tornou-se praticamente sinónimo do Yoga de Patañjali. Contudo, esta associação resulta em grande parte das interpretações desenvolvidas por Vivekānanda e outros autores modernos. Historicamente, o termo foi utilizado de formas variadas em diferentes tradições yogícas e tântricas. Por esta razão, os especialistas recomendam analisar sempre o significado de Rāja Yoga no contexto específico em que a expressão é utilizada.
Ver também – Yoga Sūtra (योगसूत्र) · Patañjali (पतञ्जलि) · Dhyāna (ध्यान) · Samādhi (समाधि) · Vivekānanda (विवेकानन्द)
Rāga – राग – raga
Tradução literal – Apego; atração; desejo.
Definição – Rāga é um dos cinco Kleśas (क्लेश) descritos por Patañjali nos Yoga Sūtra. O termo refere-se à tendência da mente para se apegar a experiências consideradas agradáveis, procurando repetidamente aquilo que produz prazer, satisfação ou conforto. Segundo o Yoga Clássico, Rāga surge quando a memória de experiências prazerosas gera desejo, apego ou dependência psicológica. Não se limita aos prazeres materiais. Pode manifestar-se sob a forma de apego a pessoas, ideias, crenças, emoções, estatuto social, sucesso ou experiências espirituais.
Referências textuais – Patañjali define Rāga em Yoga Sūtra II.7:
सुखानुशयी रागः
sukhānuśayī rāgaḥ
“Rāga é o apego que resulta da experiência do prazer.”
Esta definição apresenta Rāga como uma tendência condicionada pela memória de experiências agradáveis.
Notas académicas – Nos Yoga Sūtra, Rāga é o terceiro dos cinco Kleśas:
- Avidyā (अविद्या) — ignorância.
- Asmitā (अस्मिता) — identificação egoica.
- Rāga (राग) — apego.
- Dveṣa (द्वेष) — aversão.
- Abhiniveśa (अभिनिवेश) — apego à existência.
Os comentadores clássicos observam que Rāga e Dveṣa funcionam como forças complementares. A mente procura aquilo que considera agradável e evita aquilo que considera desagradável. É importante distinguir Rāga do simples prazer ou apreciação. O problema, segundo o Yoga Clássico, não reside na experiência agradável em si, mas na dependência psicológica e na identificação que podem surgir em relação a ela. A investigação académica observa que Rāga constitui um elemento central da psicologia do Yoga, estando intimamente relacionado com os mecanismos de desejo, apego e condicionamento mental.
Ver também – Kleśa (क्लेश) · Dveṣa (द्वेष) · Avidyā (अविद्या) · Asmitā (अस्मिता) · Abhiniveśa (अभिनिवेश) · Yoga Sūtra (योगसूत्र)
Rajas – रजस् – rajas
Tradução literal: Atividade; energia; movimento.
Definição – Rajas é um dos três Guṇas (गुण), as qualidades fundamentais da natureza (Prakṛti) segundo as filosofias do Sāṃkhya e do Yoga. Tradicionalmente, Rajas está associado ao movimento, à atividade, à energia, ao desejo e à transformação. Enquanto Sattva (सत्त्व) está relacionado com clareza e equilíbrio, e Tamas (तमस्) com estabilidade e inércia, Rajas representa a força dinâmica que impulsiona a ação e a mudança. Segundo o Sāṃkhya-Yoga, toda a realidade manifestada resulta da interação contínua entre:
- Tamas (तमस्) — estabilidade e inércia.
- Sattva (सत्त्व) — clareza e luminosidade.
- Rajas (रजस्) — atividade e movimento.
Referências textuais – A Bhagavad Gītā descreve Rajas da seguinte forma:
रजो रागात्मकं विद्धि तृष्णासङ्गसमुद्भवम्
rajo rāgātmakaṃ viddhi tṛṣṇāsaṅga-samudbhavam
“Sabe que Rajas é da natureza do desejo e nasce da sede e do apego.”
(Bhagavad Gītā XIV.7)
Esta passagem integra a célebre exposição dos três Guṇas apresentada por Kṛṣṇa.
Notas académicas – Na filosofia do Sāṃkhya, os Guṇas não devem ser entendidos como qualidades morais, mas como princípios constitutivos da natureza. Rajas caracteriza-se tradicionalmente por:
- Movimento.
- Atividade.
- Impulso para agir.
- Desejo.
- Agitação.
- Transformação.
Os textos clássicos observam que o predomínio de Rajas pode conduzir tanto à ação criativa como à inquietação mental, dependendo do contexto e do equilíbrio com os outros Guṇas. A literatura yogica associa frequentemente estados de hiperatividade, ambição excessiva, inquietação ou dispersão mental a uma predominância de Rajas. A investigação académica considera a teoria dos Guṇas uma das contribuições mais influentes da filosofia indiana para a compreensão da mente, da personalidade e da experiência humana.
Ver também – Guṇa (गुण) · Sattva (सत्त्व) · Tamas (तमस्) · Prakṛti (प्रकृति) · Sāṃkhya (सांख्य) · Bhagavad Gītā (भगवद्गीता)
Rāma – राम – Rama
Tradução literal: Aquele que traz alegria; aquele que deleita.
Definição – Rāma é uma das figuras mais veneradas do Hinduísmo e o protagonista do Rāmāyaṇa, uma das grandes epopeias da literatura indiana. Nas tradições vaiṣṇavas, é geralmente considerado o sétimo avatāra de Viṣṇu. Rāma é frequentemente apresentado como o modelo ideal de rei, filho, esposo e governante, sendo associado à retidão moral, ao cumprimento do Dharma e ao autocontrolo. A sua história, particularmente a relação com Sītā, Lakṣmaṇa e Hanumān, tornou-se uma das narrativas mais influentes da cultura do Sul da Ásia.
Referências textuais – A principal fonte textual é o Vālmīki Rāmāyaṇa (वाल्मीकि रामायण), cuja composição se desenvolveu ao longo dos últimos séculos antes da Era Comum. Uma passagem célebre descreve Rāma como:
रामो विग्रहवान् धर्मः
rāmo vigrahavān dharmaḥ
“Rāma é o próprio Dharma em forma humana.”
Esta afirmação tornou-se uma das descrições mais conhecidas da personagem na tradição hindu.

Notas académicas – A figura de Rāma conheceu inúmeras interpretações ao longo da história. Além do Vālmīki Rāmāyaṇa, destacam-se obras como:
- Adhyātma Rāmāyaṇa (अध्यात्म रामायण)
- Rāmcaritmānas de Tulsīdās (रामचरितमानस)
- numerosas versões regionais em diferentes línguas da Índia
Os investigadores consideram Rāma uma das personagens mais influentes da história religiosa e literária asiática. A sua receção variou significativamente entre contextos religiosos, políticos, filosóficos e culturais.
Ver também – Sītā (सीता) · Hanumān (हनुमान्) · Viṣṇu (विष्णु) · Avatāra (अवतार) · Rāmāyaṇa (रामायण) · Dharma (धर्म)
Ramamohana Brahmachari – राममोहन ब्रह्मचारी – Ramamohan Brahmachari, Rammohan Brahmachari
Tradução literal: Nome próprio; Brahmachari significa “estudante religioso” ou “aquele que segue a disciplina espiritual”.

Definição – Ramamohana Brahmachari é uma figura enigmática da história do Yoga moderno, tradicionalmente apresentado como um dos principais mestres de Tirumalai Krishnamacharya (1888–1989). Segundo a narrativa transmitida por Krishnamacharya, Ramamohana Brahmachari vivia numa região próxima do lago Manasarovar, no Tibete, onde lhe teria ensinado Yoga, filosofia, sânscrito e diversos textos clássicos durante vários anos. Embora esta história seja amplamente difundida, a existência histórica de Ramamohana Brahmachari permanece objeto de debate académico.
Referências textuais – Grande parte do que se conhece sobre esta figura provém dos relatos biográficos de Krishnamacharya. Segundo essa narrativa, Ramamohana Brahmachari teria instruído Krishnamacharya em áreas como:
- Yoga Sūtra
- Prāṇāyāma
- Filosofia do Yoga
- Textos clássicos do Yoga
Posteriormente, Krishnamacharya regressaria à Índia, vindo a desenvolver o seu ensino no Palácio de Mysore.
Notas académicas – Os investigadores contemporâneos sublinham que existem poucas evidências históricas independentes que permitam confirmar a existência de Ramamohana Brahmachari. Autores como Mark Singleton, Norman Sjoman e Elliot Goldberg referem frequentemente esta figura ao analisar as narrativas fundadoras do Yoga moderno. A ausência de documentação contemporânea não permite afirmar com certeza se Ramamohana Brahmachari foi uma personagem histórica, uma figura parcialmente lendária ou uma construção biográfica posteriormente desenvolvida. Independentemente desta incerteza, a sua importância reside no papel simbólico que desempenha na genealogia moderna do Yoga, uma vez que a maioria das escolas contemporâneas que descendem de Krishnamacharya remetem, direta ou indiretamente, para esta narrativa. A investigação académica recomenda, por isso, distinguir claramente entre tradição oral, memória biográfica e evidência histórica documentada.
Ver também – T. Krishnamacharya · Palácio de Mysore · K. Pattabhi Jois · B. K. S. Iyengar · T. K. V. Desikachar · Viniyoga · Yoga Sūtra (योगसूत्र)
Rāmānujācārya – रामानुजाचार्य – ramanujacarya, ramanujacharya, ramanuja
Tradução literal: Mestre Rāmānuja.
Definição – Rāmānujācārya foi um filósofo, teólogo e mestre religioso indiano dos séculos XI–XII, considerado o principal sistematizador da escola Viśiṣṭādvaita Vedānta. O seu pensamento procurou conciliar a unidade da realidade absoluta com a existência real das almas individuais e do universo. Para Rāmānuja, a realidade suprema é Nārāyaṇa, uma forma de Viṣṇu, dotada de infinitas qualidades auspiciosas. A devoção (Bhakti) ocupa um lugar central no seu sistema filosófico e religioso, sendo considerada um dos principais caminhos para a libertação espiritual.

Referências textuais – A principal obra filosófica de Rāmānuja é o Śrī Bhāṣya, um comentário aos Brahma Sūtra.
Entre as suas obras mais influentes encontram-se:
- Śrī Bhāṣya
- Vedārthasaṅgraha
- Gītā Bhāṣya
- Vedāntadīpa
Estas obras desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento do Vedānta devocional.
Notas académicas – Os investigadores consideram Rāmānuja uma das figuras mais importantes da história da filosofia indiana. A sua escola, conhecida como Viśiṣṭādvaita (“não-dualidade qualificada”), distingue-se tanto do:
- Advaita Vedānta de Śaṅkara.
- Dvaita Vedānta de Madhva.
Segundo Rāmānuja:
- Brahman é uno.
- As almas individuais são reais.
- O universo é real.
- A diversidade não é uma ilusão, mas parte integrante da realidade divina.
A sua filosofia exerceu enorme influência sobre o Vaiṣṇavismo, especialmente no sul da Índia, e continua a desempenhar um papel importante em diversas tradições religiosas contemporâneas.
A investigação académica considera Rāmānuja uma das três figuras centrais do Vedānta clássico, ao lado de Śaṅkarācārya e Madhvācārya.
Ver também – Vedānta (वेदान्त) · Viṣṇu (विष्णु) · Bhakti (भक्ति) · Brahman (ब्रह्मन्) · Śaṅkarācārya (शङ्कराचार्य) · Madhvācārya (मध्वाचार्य) · Brahma Sūtra (ब्रह्मसूत्र)
Rāmāyaṇa – रामायण – ramayana
Tradução literal: A jornada de Rāma; a história de Rāma.
Definição – O Rāmāyaṇa é uma das duas grandes epopeias da literatura sânscrita da Índia, juntamente com o Mahābhārata. Tradicionalmente atribuído ao sábio Vālmīki, narra a vida do príncipe Rāma, a sua esposa Sītā, o seu irmão Lakṣmaṇa e o devoto Hanumān. A narrativa descreve o exílio de Rāma, o rapto de Sītā pelo rei Rāvaṇa, a procura da princesa desaparecida e a batalha que culmina na sua libertação. Ao longo dos séculos, o Rāmāyaṇa tornou-se uma das obras mais influentes da civilização indiana, exercendo profunda influência sobre a religião, literatura, arte, teatro, dança e cultura popular em toda a Ásia.
Referências textuais – A tradição preserva a célebre abertura da epopeia:
तपःस्वाध्यायनिरतं तपस्वी वाग्विदां वरम्
tapaḥsvādhyāya-nirataṃ tapasvī vāgvidāṃ varam
“Absorvido na austeridade e no estudo, asceta e mestre entre os conhecedores da palavra.”
(Vālmīki Rāmāyaṇa, Bālakāṇḍa I.1)
A obra desenvolve-se em cerca de 24.000 versos distribuídos por sete livros (kāṇḍas).
Notas académicas – Os investigadores consideram o Rāmāyaṇa uma obra composta ao longo de vários séculos, cuja forma principal terá sido estabelecida entre aproximadamente os séculos IV a.C. e II d.C., embora a cronologia exata permaneça objeto de debate.
Além do texto atribuído a Vālmīki, existem numerosas versões regionais e adaptações posteriores, incluindo:
- Adhyātma Rāmāyaṇa (अध्यात्मरामायण)
- Rāmcaritmānas (रामचरितमानस) de Tulsīdās
- versões jainas e budistas
- adaptações no Sudeste Asiático
A investigação académica observa que o Rāmāyaṇa não constitui apenas uma narrativa épica, mas também uma reflexão sobre temas como:
- Dharma
- Realeza ideal
- Dever familiar
- Devoção
- Justiça
- Ética
A figura de Rāma tornou-se um dos modelos mais influentes de virtude e retidão moral na tradição hindu.
Ver também – Rāma (राम) · Sītā (सीता) · Hanumān (हनुमान्) · Rāvaṇa (रावण) · Dharma (धर्म) · Mahābhārata (महाभारत)
Rāvaṇa – रावण – ravana
Tradução literal: Aquele que ruge; aquele que faz os outros gritar ou clamar.
Definição – Rāvaṇa é uma das personagens centrais do Rāmāyaṇa (रामायण) e o principal antagonista da epopeia. É descrito como o poderoso rei de Laṅkā (लङ्का), dotado de extraordinário conhecimento, grande poder e considerável domínio das artes, da música e das escrituras sagradas. Nas narrativas tradicionais, Rāvaṇa é conhecido sobretudo pelo rapto de Sītā (सीता), esposa de Rāma (राम), acontecimento que desencadeia os principais eventos da epopeia. Embora frequentemente retratado como um vilão, os textos apresentam-no como uma figura complexa, reunindo simultaneamente qualidades admiráveis e falhas que conduzem à sua queda.
Referências textuais – O Rāmāyaṇa descreve Rāvaṇa como um soberano poderoso pertencente à linhagem dos Rākṣasas (राक्षस). Uma passagem célebre refere-se ao seu orgulho excessivo:
अहं हि सर्वलोकानां रावणः प्रभुरव्ययः
ahaṃ hi sarvalokānāṃ rāvaṇaḥ prabhur avyayaḥ
“Eu, Rāvaṇa, sou o senhor imperecível de todos os mundos.”
Esta afirmação ilustra o tema da arrogância que frequentemente acompanha a sua representação literária.
Notas académicas – A figura de Rāvaṇa ocupa uma posição singular na literatura indiana. Apesar de ser o adversário de Rāma, é frequentemente descrito como:
- Erudito dos Vedas.
- Devoto de Śiva.
- Governante poderoso.
- Músico talentoso.
- Mestre de diversas ciências tradicionais.
Os investigadores observam que o conflito entre Rāma e Rāvaṇa não deve ser interpretado apenas como uma oposição simples entre bem e mal. A narrativa explora temas complexos relacionados com:
- Dharma
- Poder
- Dever
- Desejo
- Orgulho
- Consequências das ações
Em algumas tradições regionais da Índia, Rāvaṇa é mesmo objeto de interpretações mais positivas, refletindo a diversidade das leituras do Rāmāyaṇa ao longo da história.
Ver também – Rāmāyaṇa (रामायण) · Rāma (राम) · Sītā (सीता) · Hanumān (हनुमान्) · Dharma (धर्म) · Śiva (शिव)
Ṛṣi – ऋषि – rishi, rixi, risi
Tradução literal: Sábio; vidente.
Definição – Ṛṣi é o termo tradicional utilizado para designar os sábios ou videntes associados à revelação dos hinos védicos. Segundo a tradição hindu, os ṛṣis não “inventaram” os Vedas, mas receberam ou perceberam os seus ensinamentos através de profunda realização espiritual. Ao longo da história, o termo passou também a designar sábios, ascetas e mestres espirituais de grande prestígio.
Referências textuais – Os ṛṣis encontram-se intimamente ligados à tradição védica desde os seus textos mais antigos. Uma das figuras mais conhecidas é: Vasiṣṭha – वसिष्ठ considerado um dos grandes ṛṣis da tradição hindu.
Notas académicas – A figura do ṛṣi desempenha um papel central na compreensão tradicional da autoridade dos Vedas. A ideia de que o conhecimento espiritual pode ser “visto” ou diretamente realizado constitui uma característica importante da tradição indiana.
Ver também – Vedas (वेद) · Śruti (श्रुति) · Guru (गुरु) · Upaniṣad (उपनिषद्) · Vasiṣṭha (वसिष्ठ)
